Alimentação mediterrânica

    A dieta Mediterrânica de referência é baseada no padrão alimentar típico de Creta e de muitas outras regiões da Grécia e do Sul de Itália, no início dos anos 60. Nestas regiões, a esperança de vida dos adultos estava entre uma das mais elevadas e a importância de doença coronária, certos tipos de cancro e outras doenças crónicas era bem reduzida.

    Esta dieta é caracterizada por produtos vegetais (frutos, vegetais, pão e cereais, batatas, leguminosas secas, frutos secos e sementes), os frutos frescos eram a sobremesa habitual, o azeite a principal fonte de gordura, produtos lácteos (sobretudo queijo e iogurte) e peixe e criação consumidos em quantidades reduzidas a moderadas. O trabalho no campo ou na lide da casa obrigava a um elevado nível de actividade física e consequentemente a reduzida incidência de obesidade.

    Estudos recentes, reunindo a evidência dos últimos 30 anos, documentam muito bem a afirmação de que a dieta mediterrânica tradicional cumpre muitos critérios para ser considerada um padrão alimentar saudável. Estes estudos têm igualmente demonstrado que, mais do que nutrientes isolados, é a sua combinação numa sã forma de comer, que está na base dos referidos efeitos protectores.

    A pirâmide da dieta mediterrânica traduz uma forma de comer saudável e ao mesmo tempo recheada de paladar e prazer.